O que é a Hipnose Clínica

A Hipnose Clínica é a intervenção clínica efectuada com o auxílio de técnicas de hipnose. Habitualmente a Hipnose Clínica é praticada por clínicos, nomeadamente psicólogos, psicopedagogos, médicos, enfermeiros entre outros.
Os psicoterapeutas da Psicronos formados em Hipnoterapia são membros da British Society of Clinical Hypnosis.


A Hipnose é um estado alterado de consciência no qual o cérebro passa a funcionar dominantemente com ondas alfa. Esta frequência do funcionamento cerebral está associada aos estados de profundo relaxamento como a meditação e o sono.
Num estado superficial e intermédio de transe (denominação utilizada para designar a pessoa hipnotizada) a pessoa mantém-se consciente e alerta, mas a sua atenção está intensamente focalizada no seu próprio interior, ou seja, na sua actividade mental e fisiológica.

A maioria das teorias científicas actuais consideram que no estado de transe os hemisférios cerebrais atingem uma excelente capacidade de comunicação entre si, facilitando a troca de material psíquico e simbólico entre o consciente, o pré-consciente e o inconsciente.

A acessibilidade ao inconsciente torna-se mais fácil e a própria pessoa consegue dialogar com o seu inconsciente de uma forma inacessível em vigília.

Apesar da Hipnose ter uma historia bastante antiga, durante muito tempo teve um convívio complicado com o meio cientifico. Com facilidade foi associada ao charlatanismo e a exibições de “poderes paranormais” através de inúmeros espectáculos em que os participantes, uma vez hipnotizados, eram como fantoches nas mãos do hipnotizador.

A hipnose de palco continua a cativar espectadores e, diga-se em abono da verdade, que são espectáculos interessantes e por vezes impressionantes. A Hipnose Clínica fazendo uso de algumas das técnicas da Hipnose de Palco é sujeita a normas éticas rigorosas e os clínicos são pautados por um respeito absoluto à vontade expressa pelo paciente/cliente.

Nas últimas duas décadas a Hipnose Clínica foi lentamente reintroduzida como disciplina científica e utilizada com rigor científico. A Hipnose Clínica reaproximou-se da medicina pela sua enorme utilidade no controlo da dor em determinados procedimentos médicos. Nomeadamente reapareceu como técnica auxiliar aos médicos dentistas e para a execução de cirurgias quando os pacientes, por motivos médicos ou outros, não podiam usufruir dos métodos habituais de anestesia.

Desde o século passado que a Hipnose manteve uma relação próxima com a psicologia clínica, contudo, o trabalho de Freud acabou por desacreditar a Hipnose como técnica particularmente útil para aceder ao inconsciente. Para Freud a via regia de acesso ao inconsciente era o sonho. Considerava que não havia vantagem clínica em produzir ab-reacção quando o paciente não se encontrava consciente do material psíquico que emergia. Este argumento perdeu valor quando a hipnose adaptou as suas técnicas de forma a intervir clinicamente sem haver perda de consciência nem de contacto com a realidade. Durante várias décadas, os psicólogos desconfiaram da Hipnose e consideraram que a sua utilização poderia ser perigosa na medida em que o sujeito/paciente ficava demasiado vulnerável à influência do hipnoterapeuta. Actualmente com o desenvolvimento de novas técnicas de intervenção em hipnoterapia, o paciente/sujeito fica total e completamente consciente dos procedimentos e por isso mesmo capaz de fazer uma filtragem adequada e não se deixar influenciar por considerações, sugestões ou ordens com as quais não esteja em completo acordo. A amnésia pós-hipnotica é cuidadosamente evitada pelo terapeuta devidamente formado e regido por rigorosas normas éticas, como acontece com os terapeutas que trabalham na Psicronos.

Indicações da Hipnose Clínica

A Hipnose Clínica é uma terapêutica adequada a um número vasto de quadros clínicos e pode ser utilizada como técnica única ou conjugada com outras modalidades psicoterapêuticas, nomeadamente, terapia cognitivo-comportamental ou psicanalítica (hipno-analise).

Inúmeros estudos comprovam utilidade da Hipnose Clínica no desenvolvimento pessoal e na terapêutica de perturbações psíquicas.

A Hipnose pode ser muito útil na resolução dos seguintes quadros psicopatologicos:

    - Perturbação de ansiedade
    - Perturbações de stress
    - Perturbações de stress pós-traumático
    - Perturbações de pânico (com e sem agorafobia)
    - Perturbações obsessivo-compulsivas
    - Perturbações do Humor/Afecto (estados depressivos ou hipomaniacos, bipolaridade)
    - Perturbações do sono
    - Perturbações da aprendizagem
    - Perturbações dissociativas
    - Perturbações psicossomáticas
    - Perturbações da auto-estima
    - Perturbações dos impulsos
    - Perturbações do comportamento alimentar
    - Perturbações da Infância (pesadelos, enurese, encoprese, comportamentos agressivos, etc.)
    - Perturbações da sexualidade
    - Fobias
    - Perturbações da fertilidade - Fertile Body Method


A Hipnose é também muito útil no Desenvolvimento Pessoal e no Bem-Estar, ajudando qualquer pessoa (com ou sem psicopatologia) a potenciar as suas capacidades e a melhorar o seu estilo de vida:

    - Deixar de Fumar / Desabituação tabágica
    - Modificação de hábitos alimentares e emagrecimento
    - Controle da dor
    - Potenciação das Competências Cognitivas (memoria, atenção, concentração, inteligência, criatividade, etc.)
    - Potenciação da Auto-estima
    - Treino de Assertividade
    - Modelagem do Comportamento (quebra e modificação de hábitos)

-Potenciação da Performance Desportiva

-Auto-descoberta

-Relaxamento Anti-Stress

A intervenção em Hipnose Clínica

A intervenção em Hipnose Clínica não tem nenhum tipo de efeito secundário adverso. Como já foi referido anteriormente, o cliente fica totalmente consciente mesmo sob transe e pode a qualquer momento interromper o procedimento caso assim o deseje.
O cliente/paciente é convidado num primeiro momento a apresentar a sua situação e o psicoterapeuta recolhe todas as informações necessárias para a compreensão do quadro clínico e efectua o respectivo diagnóstico como procede habitualmente em qualquer primeira entrevista.


O procedimento técnico específico inicia-se quando o psicoterapeuta convida o cliente/paciente a fechar os seus olhos e a relaxar (este procedimento pode ocorrer com a pessoa sentada numa cadeira ou recostada/deitada num divã). Lentamente o cliente/paciente é conduzido pela voz do terapeuta a relaxar cada vez mais (em situações particulares o relaxamento pode não ser desejado ou activado) e quando o cliente atinge o estado mental adequado (frequência cerebral dominante em ondas alfa) o terapeuta e o paciente trabalham no sentido da resolução do problema identificado. Durante toda a sessão o cliente/paciente estará perfeitamente consciente e ouvirá a voz do terapeuta como qualquer pessoa em estado de vigília que fecha os olhos e ouve outra pessoa a falar.

Durante o período de resolução do problema apresentado pelo cliente/paciente, o terapeuta pode solicitar ao paciente que ele imagine determinadas situações. A capacidade da mente humana para imaginar situações (reais, imaginadas ou fantasiadas) é uma ferramenta de grande utilidade na Hipnose Clínica pelo que quando maior for esta capacidade melhor é a perspectiva de sucesso da intervenção.

A duração do tratamento ou intervenção em Hipnose Clínica

Os tratamentos ou intervenções em Hipnose Clínica são habitualmente breves. O número de sessões requeridas depende da problemática apresentada e do grau de adesão (consciente e inconsciente) do cliente/paciente às solicitações do terapeuta.

A maioria das intervenções implica a frequência de sessões de hipnose clínica com frequência semanal ou quinzenal.

Cada sessão tem a duração média de 60 minutos, sendo a primeira habitualmente mais longa, 90 minutos

Honorários: 65€

 65€/sessão
Deixar de fumar - 350€ (sessão única - 3,5 horas)

Código Ético e Deontológico em Hipnose Clínica

Os hipnoterapeutas que exercem na Psicronos são membros da British Society of Clinical Hypnosis e regem-se pelo seu código de ética.

Alguns pontos principais do código de ética da British Society of Clinical Hypnosis:

- Os membros que exerçam Hipnose Clínica devem em todas as circunstâncias conduzir as suas actividades profissionais com a correcção e a dignidade próprias de um profissional público. Não devem, sob nenhuma circunstância, infringir o código de ética pelo qual se orienta a sua profissão e não devem cometer nenhuma falta que venha a ter reflexos adversos para próprios, para a BSCH, a LCCH ou para os seus colegas com prática clínica.
- Os membros não deverão nunca, entrar numa relação de natureza sexual com um paciente sob os seus cuidados, nem explorar os mesmos financeira ou emocionalmente antes, durante ou após uma terapia, num tempo presente ou futuro.
- Os membros procederão de maneira a promover a autonomia e o bem-estar dos seus pacientes e manterão o respeito e a dignidade para com o paciente. A hipnoterapia é uma terapia que não explora o paciente.
- Os membros não devem, em nenhuma circunstância, oferecer ou prometer cura para quaisquer estados clínicos.
- Os membros não farão qualquer demonstração ou actuação que envolve a hipnose enquanto meio de distracção ou entretenimento (hipnose de palco), ou envolver-se em actividades que possam denegrir a profissão.
- Os membros não reivindicarão ter formação ou credenciais que não possuem.
- Requer-se dos membros que exibam as suas qualificações quando solicitado, devendo as mesmas estar disponíveis para inspecção sempre que necessário.
- No inicio da terapia os membros informarão o paciente dos seus termos e condições e, quando apropriado, do seu método e prática. Os preços e a duração das sessões de terapia serão divulgados a partir do primeiro contacto, mesmo sem o paciente o inquirir.
- Os membros comprometem-se a manter “confidencialidade” sobre os assuntos dos seus pacientes. A confidencialidade só deverá ser quebrada sem o consentimento do paciente, em condições muito especiais e de uma forma minimizada, libertando só a informação pertinente à acção necessária. Os membros têm uma responsabilidade perante os seus pacientes e perante a comunidade e geral e deverão trabalhar dentro da lei.
- Os membros deverão explicar com clareza os aspectos da confidencialidade ao seu paciente, no início da sessão.
- No caso de haver registos da sessão, o paciente deverá ser informado. Também será informado sobre o grau de acessibilidade a que estão sujeitos esses registos.
- Os membros deverão aceitar que os pacientes que lhe sejam recomendados por médicos e se mantêm sob a responsabilidade clínica desse mesmo médico, mantendo-o a par dos progressos do paciente através de relatórios escritos.
- Os membros não deverão, quaisquer que sejam as circunstancias, aconselhar os pacientes a descontinuar qualquer tratamento prescrito pelo médico.
- Os membros deverão respeitar a integridade dos outros profissionais de saúde.
- Os membros da BSCH devem ter em consideração o melhor interesse do paciente quando contactam com o seu médico assistente, quaisquer serviços psiquiátricos ou outros profissionais envolvidos, fazendo-o sempre com o conhecimento do paciente. Os membros devem estar conscientes das suas limitações quando procuram conselhos, e a decisão de tratar, recusar ou recomendar outro terapeuta deve ser sempre feita de forma consciente e ponderada considerando sempre o melhor interesse do paciente.
- Os membros deverão prestar atenção e reconhecer os seus próprios limites de competência procurando ampliar o seu desenvolvimento pessoal ou com apoio de supervisão clínica, supervisão dos seus pares, desenvolvimento profissional contínuo e feedback dos pacientes.
- Os membros que utilizam informações dos seus pacientes para caso de estudo, pesquisa, publicações ou outros propósitos, devem fazê-lo com o consentimento escrito dos seus pacientes. A identidade dos pacientes deve ser ocultada de forma a não ser reconhecida por outros.
- Os membros devem divulgar a sua actividade de uma forma digna e profissional.


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